A IMPORTÂNCIA DA TESTOSTERONA NA SAÚDE MASCULINA

A testosterona é o principal andrógeno (hormônio masculino) produzido nos testículos e nas suprarenais

A testosterona é o principal andrógeno (hormônio masculino) produzido nos testículos1,2 e nas suprarenais2. Os andrógenos são responsáveis pela diferenciação interna e externa da genitália masculina, pelo desenvolvimento das características sexuais secundárias e pela manutenção da função reprodutiva. Mas, além da função sexual, a testosterona também apresenta efeitos no metabolismo dos carboidratos, das proteínas e das gorduras, contribuindo para a determinação da massa e força muscular, dos ossos e da gordura nos homens.1,2

Ou seja, a testosterona exerce mais de 200 funções anabólicas e de reparo no organismo, não se limitando apenas ao apetite e desempenho sexuais, funções pelas quais ela é mais conhecida. Isso quer dizer que, mesmo que o homem não tenha sintomas que afetem diretamente a sua vida sexual, é importante ter seus níveis hormonais medidos para monitorar possíveis declínios e manter seu equilíbrio, já que depois dos 30 anos de idade os níveis do hormônio tendem a mudar.3

Para se ter uma ideia, após os 50 anos a concentração de testosterona no sangue apresenta queda de 1% ao ano. Além da idade, outros fatores também explicam essa queda, como a genética, o tabagismo, a obesidade e o alcoolismo.4

Com a queda da produção de testosterona, outras alterações metabólicas começam a ser perceptíveis, como:3

  • aumento da gordura corporal; 3
  • diminuição do bem-estar; 3
  • queda no desempenho sexual; 1,3
  • maior risco de reação inflamatória corporal; 3
  • maior risco de doença vascular cardíaca; 2,3
  • declínio cognitivo, que limita a capacidade de raciocínio lógico, memória, entre outros; 1-3
  • aumento da predisposição à obesidade visceral (gordura intra-abdominal que é muito perigosa para risco de infarto); 1-3
  • diminuição da massa muscular corporal2,3, com redução no volume e força; 1,2
  • suscetibilidade à depressão; 1,3
  • disfunção erétil; 1,3
  • distúrbios de sono;1
  • alterações cutâneas e diminuição de pelos corporais; 1
  • diminuição da densidade mineral óssea3, resultando em osteopenia, osteoporose e aumento do risco de fraturas ósseas.1,2

Em geral, a alteração na função sexual é um dos últimos acontecimentos da diminuição da testosterona, por isso quando o homem procura orientação médica, a deficiência hormonal já pode estar relativamente avançada.4

Se você estiver com mais de um dos sintomas apresentados acima, converse com um médico (de preferência um endocrinologista5) sobre as opções de tratamento. Sua saúde e bem-estar agradecerão!

Referências bibliográficas

  1. GROMATZKY, Celso. Distúrbio androgênico do envelhecimento masculino (DAEM) e reposição hormonal. Revista Uro Abc, Abc, v. 3, n. 2, mai/ago 2013. Disponível em: . Acesso em: 02 ago. 2017.
  2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. Importância da Testosterona e Diagnóstico da Andropausa. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/importancia-testosterona-diagnostico-andropausa/. Acesso em: 02 ago. 2017.
  3. SORRENTINO, Victor. A importância da Testosterona. Disponível em: http://www.drvictorsorrentino.com.br/importancia-da-testosterona/. Acesso em: 03 ago. 2017.
  4. Gebara e cols. Efeitos cardiovasculares da testosterona. Arq Bras Cardiol 2002; 79: 644-9.
  5.  SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. Campos de Atuação da Endocrinologia. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/areas-da-endocrinologia/. Acesso em: 04 ago. 2017.

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